quarta-feira, 27 de junho de 2012

Prefácio

Hoje um aluno me acompanhou durante o recreio. Fomos até o banco. Na volta o aluno começou a inventar uma história. No começo era algo meio estranho "Uma vez existia uma pessoa muito, muito grande, e outra muito, muito pequena..." Achei engraçada a história, ele contava com tanta ansiedade. A história foi se desenvolvendo e comecei a perceber que a personagem principal dessa história era eu. O aluno me surpreendeu, sabia tanto sobre mim. Quando chegamos na sala puxei o gravador para registrar, queria ouvir aquela história mais uma vez. Porem, ele saiu correndo apavorado dizendo "não, não professora, não gosto de ser gravado". Sumiu!

Alguns minutos depois ele voltou. 
- Tá desligado professora?
- Sim. 
- Ufa! Porque tu queria me gravar?
- Eu estava gostando da história, queria registrar.
- Não, não, não.
- Então tu poderia escrever a história neste papel?
- Isso, vou escrever.
- Oooba! 
- Mas por que tu quer a minha história, vai mostrar para a outra turma?
- Quero por que gostei. Quero guardar.
- Nossa, vou levar pra casa e trazer na próxima aula. Nossa... vou escrever uma redação magnifica!
- Combinado.


Quando o aluno entregar a redação eu publico aqui, assim vocês entenderam a alegria e emoção desta professora de arte que virou tema de uma redação aleatória e carinhosa.


Adoro história de criança.





Um novo olhar sobre Paul Gauguin

- Pessoal se escreve Paul Gauguin, mas se lê Pou Gogã. Isso acontece pois é um nome francês.
- O nome desse artista parece tobogã

(5º ano)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Percepções

Na escola em que trabalho o sinal de saída é um trecho de uma música. Toda semana eles mudam a música. Essa semana escolheram Enya.
Eis que no final do dia o sinal toca, melhor, toca Enya.
Uma aluna sai da sala e diz:
- Nossa, só pode ter morrido alguém mesmo. 


Achei engraçado.