- Eeeeee... que saudade prô.
- Semana passada tu tava doente né... o que tu tinha?
- Fiquei mal, deve ter sido algo que comi.
- Ahhh... verdade, as vezes a gente come uns chocolates demais né!?
- É.
(1ºano)
Somos assim, as vezes, as vezes.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Pedra dançante
- Professora, tu sabe qual é a pedra que dança?
- Humm... não sei.
- A rocha, a rocha, a rocha,...
- Humm... não sei.
- A rocha, a rocha, a rocha,...
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Feliz...
Na escola que trabalho as turmas estão ensaiando danças para a apresentação de natal. Hoje fiquei com 7 alunos que não iriam participar para uma atividade extra. Fui surpreendida, descobri isso no inicio da aula. Então pensei o que faria com eles. Pensei "hoje vou fazer a boa ação, vou dar tinta para a alegria da turminha". Dito e feito. Papéis, pinceis e tintas para a moçada.
Deixei ouvir música no celular, baixinho, claro. Sou uma professora boazinha. Ouvimos de tudo, conversamos com calma, foi um momento gostoso. Até ouvi dos serelepes que iriam sentir minha falta (já em clima de final de ano).
O sinal bateu e fiquei mais uma aula com eles, era minha hora atividade, mas resolvi inventar algo com eles uma arvore de natal em tecido. Estendi um pano branco, soltei as tinta e deixem que criassem a arvore dos sete. Os sete ficaram que eram os sete anões decidindo quem faria o que.
Dos pincéis foram para as mãos, eu ouvia batuques e risos. Eles estavam brincando de batucar uma arvore, de fazer arte com suas mãos verdes de monstros.
- Ow, essa arvores ta ficando torta.
- Ah, deixa. A arte não precisa ser perfeita.
- Mas...
- Ow professora, não é verdade que a arte não precisa ser perfeita?
- É sim.
Oswaldo Montenegro estava certo "...é preciso simplicidade para faze-la florescer."
Quando os liberei para o recreio a menina saiu da sala correndo dizendo: "Nunca mais serei a mesma Rafaela depois dessa aaaaaaaula deeeee arrrrrtes".
Preciso falar o que senti?
Morreu de piolho
- Professora, falaram que o Bob Marley morreu de piolho.
- Pois então, ouvi dizer...
- É, os cientista perderam as contas de quantos tipos de piolhos ele tinha.
(4º ano)
Que eu morra de alguma coisa que não sofra muito, mas que não seja de piolho. Coça muito, quanto sofrer.
- Pois então, ouvi dizer...
- É, os cientista perderam as contas de quantos tipos de piolhos ele tinha.
(4º ano)
Que eu morra de alguma coisa que não sofra muito, mas que não seja de piolho. Coça muito, quanto sofrer.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Primo da arte
- Oi Pro, olha o que eu fiz, um bone... azu... uma arte prima. Gostasse da minha arte prima?
Porque não fazer da arte sua prima?
Obra é consequência. rs
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sobre o vento
Em um dia quente, encontrei uma aluna fofa no terminal de ônibus.
- Que engraçado... o único vento que faz aqui é o dos ônibus quando passam.
- O único vento que eu tenho é do ventilador do quarto do meu irmão.
Dá para imaginar os olhinhos fechados e o sorriso no rosto em frente ao ventilador.
- Que engraçado... o único vento que faz aqui é o dos ônibus quando passam.
- O único vento que eu tenho é do ventilador do quarto do meu irmão.
Dá para imaginar os olhinhos fechados e o sorriso no rosto em frente ao ventilador.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
De caso com o Elvis
Divido o ateliê de artes da escola com outra professora, certa vez ela colou um retrato do Elvis na parede. No inicio do ano meus alunos perguntavam quem era aquele homem. Mas de uns tempos pra cá os alunos do 1º ano tem perguntado: Esse homem ali é o teu marido?
Já pensou?
Me encontrei nas atividades
A atividade era sobre ouvir. Após uma experiência auditiva, eles deveriam desenhar algo que representasse o que ouviram na sala de aula. Quando fui olhar veio a surpresa, me encontrei em alguns. Eles não sabem, mas fico toda boba quando me encontro em desenho no mundo imaginário deles.
Começo a acreditar na teoria do amigo Antonio, ele diz que sou um desenho.
Cabelo colorido
Dai você pensa que pintar o cabelo com uma cor "diferente" pode lhe trazer problemas no trabalho. Então vem os seus alunos começam a conversar:
- Esse cabelo é tão bonito, faz roxo também.
- Não, faz azul prof.
- E vermelho?
- Faz um pouquinho de cada.
Criança é linda né?
Texto sobre a professora
Hoje meu aluno pediu uma folha para escrever um texto sobre mim em 5 minutos.
Como me conhece. É para deixar qualquer professorinha com o coração feliz.
Para os que não conseguiram ler, redigitei o texto:
Era uma vez uma pessoa grande e uma pequena, e a que mais se destacava com seus cabelos loiros com mechas cor de rosa. Ela tinha um sonho, voar de balão sobre as nuvens brancas do céu imenso. Ela era muito criativa, ela queria que as minhocas voassem e fez uma história sobre a baleia gigante. Ela gostava muito das cores rosa e azul. Ela tinha uma cachorrinha Pituxa que ela gostava muito. Sua imaginação é muito fertil e criativa. Ela é arte e cores. Por isso escrevi este pequeno trecho.
Daniel 5º ano
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Susto virtual
Por um instante achei que havia morrido e ainda tinha acesso ao meu e-mail.
Abri o e-mail da escola e encontrei o seguinte recado:
"Te adooooooro mtoooo mtooo mtooo mtooo professora querida vc é uma estrela que
todos os dias brilha la no céu TE AMOOOO PROF BJSSSSS"
Ow menina, não me dá susto!
hehehe
Abri o e-mail da escola e encontrei o seguinte recado:
"Te adooooooro mtoooo mtooo mtooo mtooo professora querida vc é uma estrela que
todos os dias brilha la no céu TE AMOOOO PROF BJSSSSS"
Ow menina, não me dá susto!
hehehe
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Menino imaginário
![]() |
| Fiz um rápido desenho do menino. |
Hoje encontrei um menino imaginário.
Estava voltando do trabalho e correndo para a Unesc. Em meio a tanto vento escuto:
- Ei, quem é você?
Olhei para baixo e vi um pequeno menino de olhos azuis, cachinhos dourados e uma camisetinha xadrez azul.
- Eu sou a Deise, e você?
- Eu sou o Eduardo.
Continuei caminhando, e agora sorrindo. Esse menino me pareceu de outro planeta.
Descobriram minha casa
Em uma atividade que falávamos de mapa usei minha casa como exemplo. Agora os alunos que moram no meu bairro descobriram onde moro. Minha casa virou ponto turístico.
Toda semana tem um ou dois que vem tirar dúvidas sobre a cor e as formas da casa, para conferir se é essa mesmo.
Nem meu pai se salvou, diz ele que agora andam passando uns meninos que falam assim:
"Aqui é a casa da Prô, acho que aquele ali é o pai dela"
"O pai da Prô, o pai da Pro"
"Essa ali é a casa da Prô! Será que ela ta em casa?"
"Oww Prôôôô..."
Então é isso, agora vou ficar esperando pelo dia em que virão todos de bicicleta visitar meu museu.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Sobre politica
- Professora, 'queis' um adesivo de politica?
(Sim, aqueles redondos com a foto do candidato)
- Não, não.
- Por quê?
- Não gosto muito de politica.
- Ah... o Vô da Nicole conhece esse cara aqui. Eu tenho outro adesivo, ela tem um monte.
Depois de alguns minutos...
- Professora, olha esse adesivo, ele é amigo do meu vô...
(3º ano)
E é assim a politica feita pelas crianças.
(Sim, aqueles redondos com a foto do candidato)
- Não, não.
- Por quê?
- Não gosto muito de politica.
- Ah... o Vô da Nicole conhece esse cara aqui. Eu tenho outro adesivo, ela tem um monte.
Depois de alguns minutos...
- Professora, olha esse adesivo, ele é amigo do meu vô...
(3º ano)
E é assim a politica feita pelas crianças.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Sonhei contigo
- Professora, hoje eu sonhei contigo!
- Como foi o sonho?
- A gente tava aqui na escola, e a escola estava cheia de robôs, dai tu tinha asas, sabe aquelas asas tipo de morcego, mas tinha penas, era branca. Dai tu abria os braços e voava pela escola.
- Que legal.
- Dai nos começamos a andar pela escola, e sabe quando a gente tropeça, eu tropecei e cai. E eu cai da cama de verdade.
- Nossa!!!
- Sabe aqueles sonhos que a gente sente?
Como sei meu querido, como sei.
(5º ano)
- Como foi o sonho?
- A gente tava aqui na escola, e a escola estava cheia de robôs, dai tu tinha asas, sabe aquelas asas tipo de morcego, mas tinha penas, era branca. Dai tu abria os braços e voava pela escola.
- Que legal.
- Dai nos começamos a andar pela escola, e sabe quando a gente tropeça, eu tropecei e cai. E eu cai da cama de verdade.
- Nossa!!!
- Sabe aqueles sonhos que a gente sente?
Como sei meu querido, como sei.
(5º ano)
Experimentação
- Oi Mateus, por que tais com a blusa na cabeça?
- É que eu quero experimentar o outro sexo.
- O que?
- É, quero ver como é ser do outro sexo.
No final da aula...
- Mateus, cadê a blusa na cabeça?
- Agora eu quero ver como é ser dos dois ao mesmo tempo.
Colocou a blusa sobre a cabeça e o boné por cima e saiu meio menina/menino.
(3ºano)
- É que eu quero experimentar o outro sexo.
- O que?
- É, quero ver como é ser do outro sexo.
No final da aula...
- Mateus, cadê a blusa na cabeça?
- Agora eu quero ver como é ser dos dois ao mesmo tempo.
Colocou a blusa sobre a cabeça e o boné por cima e saiu meio menina/menino.
(3ºano)
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Novela e bichos
- Eu fiz os peixes. Também fiz outros bichos, um cachorro, um sapo e um girilo.
- Girilo? Que bicho é esse?
- É o filhote do sapo.
Algo me diz que ele tem assistido bastante a novela Carrossel.
Ou então, estou sendo contagiada pela nova febre da turminha.
- Girilo? Que bicho é esse?
- É o filhote do sapo.
Algo me diz que ele tem assistido bastante a novela Carrossel.
Ou então, estou sendo contagiada pela nova febre da turminha.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Cerveja
- Não sei, não. Acho que tem uma menina do 1º ano meio maluquinha.
- Sim, eu tô bem maluquinha. Sabe por quê?
- Por quê?
- Por que eu tomei a espuma da cerveja do meu pai! Ele deixou!
Esses pais... hein!?
- Sim, eu tô bem maluquinha. Sabe por quê?
- Por quê?
- Por que eu tomei a espuma da cerveja do meu pai! Ele deixou!
Esses pais... hein!?
Topics
Estava andando aqui pelo bairro (viajando) e passa uma topic escolar acompanhada de um "owwww professoooorrraa!!!" e uma cabeça para fora da janela.
Quase sai virando estrelinha.
Quase sai virando estrelinha.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Escorregador
Aula sobre símbolos da cidade.
- Em Criciúma também tem o monumento das Etnias.
- É o escorregador de rasgar calça.
(5º ano)
- Em Criciúma também tem o monumento das Etnias.
- É o escorregador de rasgar calça.
(5º ano)
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Onde você mora?
Observando o mapa da cidade que colei na parede do ateliê procurávamos pontos de referência, perguntei ao menino:
- Onde você mora? No centro?
- Não, eu moro do lado da minha vizinha Aléxia da casa verde.
1º ano
Supera essa professora!
- Onde você mora? No centro?
- Não, eu moro do lado da minha vizinha Aléxia da casa verde.
1º ano
Supera essa professora!
Rock da pesada
Estávamos ouvindo "A casa" interpretada pelo Toquinho.
- Professora, essa música é legal, mas depois coloca um rock da pesada... Iron Maiden.
2º ano
- Professora, essa música é legal, mas depois coloca um rock da pesada... Iron Maiden.
2º ano
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Cores em você
- Professora sempre que eu te vejo tu tens umas cores, meio roxo, meio rosa.
(5º ano)
Felicidade de professora, olhando além dos olhos. Linda observação!
(5º ano)
Felicidade de professora, olhando além dos olhos. Linda observação!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Prefácio
Hoje um aluno me acompanhou durante o recreio. Fomos até o banco. Na volta o aluno começou a inventar uma história. No começo era algo meio estranho "Uma vez existia uma pessoa muito, muito grande, e outra muito, muito pequena..." Achei engraçada a história, ele contava com tanta ansiedade. A história foi se desenvolvendo e comecei a perceber que a personagem principal dessa história era eu. O aluno me surpreendeu, sabia tanto sobre mim. Quando chegamos na sala puxei o gravador para registrar, queria ouvir aquela história mais uma vez. Porem, ele saiu correndo apavorado dizendo "não, não professora, não gosto de ser gravado". Sumiu!
Alguns minutos depois ele voltou.
- Tá desligado professora?
- Sim.
- Ufa! Porque tu queria me gravar?
- Eu estava gostando da história, queria registrar.
- Não, não, não.
- Então tu poderia escrever a história neste papel?
- Isso, vou escrever.
- Oooba!
- Mas por que tu quer a minha história, vai mostrar para a outra turma?
- Quero por que gostei. Quero guardar.
- Nossa, vou levar pra casa e trazer na próxima aula. Nossa... vou escrever uma redação magnifica!
- Combinado.
Quando o aluno entregar a redação eu publico aqui, assim vocês entenderam a alegria e emoção desta professora de arte que virou tema de uma redação aleatória e carinhosa.
Adoro história de criança.
Um novo olhar sobre Paul Gauguin
- Pessoal se escreve Paul Gauguin, mas se lê Pou Gogã. Isso acontece pois é um nome francês.
- O nome desse artista parece tobogã.
(5º ano)
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Percepções
Na escola em que trabalho o sinal de saída é um trecho de uma música. Toda semana eles mudam a música. Essa semana escolheram Enya.
Eis que no final do dia o sinal toca, melhor, toca Enya.
Uma aluna sai da sala e diz:
- Nossa, só pode ter morrido alguém mesmo.
Achei engraçado.
Eis que no final do dia o sinal toca, melhor, toca Enya.
Uma aluna sai da sala e diz:
- Nossa, só pode ter morrido alguém mesmo.
Achei engraçado.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Melhor amigo esquecido
- Professora, sabia que eu não sou mais amigo do meu melhor amigo.
- Quem era o seu melhor amigo?
- Não lembro mais.
(5º ano)
Os adultos também gostariam de esquecer as decepções com esta facilidade. Não é mesmo?
- Quem era o seu melhor amigo?
- Não lembro mais.
(5º ano)
Os adultos também gostariam de esquecer as decepções com esta facilidade. Não é mesmo?
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Ser diferente
- Professora, tu tens um estilo diferente.
- Como assim?
- Tênis azul, cabelo rosa, óculos grande. Todo mundo deveria ser diferente, as vezes ser diferente é legal.
(5º ano)
- Como assim?
- Tênis azul, cabelo rosa, óculos grande. Todo mundo deveria ser diferente, as vezes ser diferente é legal.
(5º ano)
Suco sintético
O aluno trouxe-me uma caneca de suco. Bebi e fiz cara estranha, tentando definir o gosto.
- O que foi? Não gostou.
- Não, to sentindo o gosto.
- Ah... é um sabor sintético.
- Sintético?
- É, sintético é quando o sabor é feito com química, não da fruta.
(5º ano)
Imaginei as cozinheiras torcendo um pedaço de couro sintético laranja para fazer suco.
- O que foi? Não gostou.
- Não, to sentindo o gosto.
- Ah... é um sabor sintético.
- Sintético?
- É, sintético é quando o sabor é feito com química, não da fruta.
(5º ano)
Imaginei as cozinheiras torcendo um pedaço de couro sintético laranja para fazer suco.
Outro país dentro do Ateliê
- Então quer dizer que aqui nós estamos em outro país?
- Como assim?
- Ué, estamos em Cuba!
(5º ano)
- Como assim?
- Ué, estamos em Cuba!
(5º ano)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Escolhendo o momento para falar
Enquanto organizava a turma para fazer a chamada uma das alunas veio em minha direção, sorriu e disse:
- Eu queria dizer que não quero falar agora, por isso estou voltando para lá e depois eu falo.
Enquanto falava ia retornando ao seu lugar dando pequenos saltos.
- Eu queria dizer que não quero falar agora, por isso estou voltando para lá e depois eu falo.
Enquanto falava ia retornando ao seu lugar dando pequenos saltos.
Grupos
1º ano
Vamos fazer um jogo, teremos 4 grupos. Agora cada grupo deve escolher um nome para o seu grupo.
Eis aqui as escolhas:
Grupo do Tiranossauro Rex
Grupo dos Fofinhos
Grupo Cor da natureza
Grupo Princesas
E ai, qual seria o nome do seu grupo?
Vamos fazer um jogo, teremos 4 grupos. Agora cada grupo deve escolher um nome para o seu grupo.
Eis aqui as escolhas:
Grupo do Tiranossauro Rex
Grupo dos Fofinhos
Grupo Cor da natureza
Grupo Princesas
E ai, qual seria o nome do seu grupo?
segunda-feira, 21 de maio de 2012
O menino e o picolé
Todos os dias no terminal de ônibus o menino passa com sua mãe e um picolé nas mãos. O sabor do picolé é sempre o mesmo, durante meses. Fico imaginando o quanto deve ser bom aquele picolé, e se a cada dia o menino sente o mesmo sabor.
Como é bom ter 2 anos e todos os dias poder saborear o picolé favorito enquanto espera o ônibus para viajar pelo mundo.
Como é bom ter 2 anos e todos os dias poder saborear o picolé favorito enquanto espera o ônibus para viajar pelo mundo.
Professora estranha
De tempos em tempos algum aluno passa a ir ao ateliê com frequência no horário do recreio. Ultimamente tem sido um garoto do 5º ano. Ficamos conversando sobre sua turma, a cidade onde vive e as aulas de artes. Tenho percebido nele algumas diferenças, as vezes me lembra meus alunos autistas. Sua ansiedade o faz ter movimentos desordenados e as vezes involuntários. E as vezes vai até a porta, abre para ver se tem alguém do outro lado. É engraçado, ele é uma criança divertida e educada.
Hoje me fez perceber, na verdade recordar, que são das pessoas diferentes que gosto mais.
- Professora, no primeiro dia de aula a gente te achava tão estranha.
- Como assim? Estranha?
- É... Estranha, sei lá.
- Mas estranha de que jeito?
- Estranha, diferente, não sei explicar.
- Ahh... então eu sou um ET.
- Nããão... não é isso.
- Então, o que é estranho em mim?
- Não sei, o jeito de andar, de falar, as coisas que você diz.
- Como é o meu jeito de andar?
- É diferente.
- Como? Eu ando devagar, torto, ...? Quero entender porque sou diferente.
- Não sei explicar muito bem, mas a gente não te conhecia. Eu ando torto sabia, meu pé é torto, mas ninguém nota, só eu que percebo quando vou andar e ele fica torto.
- Poxa, então eu devo ter o pé torto também e só tu que nota que eu ando diferente.
- Nããão... professora. Sabe, tu chegou lá na sala e falou umas coisas diferentes. Disse que estávamos errados falando que ninguém sabia desenhar, dai disse que cada um tem o seu jeito de desenhar e fazer arte. Depois desenhou um boneco de cabeça quadrada e disse que não é preciso fazer tudo da forma real, que dá de fazer com quadrado, com circulo, e outras coisas. Dai tu perguntou o que era arte para a gente e uma menina disse que era só rabisco, tu disse para ela que até o final do ano ia provar que arte não era só rabisco. E dai tu provou. Eu chego aqui na tua sala e te acho diferente, entro pela porta e vejo essas coisas e sei que tu é criativa. Uma professora de artes tem que ser criativa. Tu cria coisas com tudo. É tão legal, fazer arte não é igual matemática que somas os números. A outra professora manda a gente fazer isso direto. Minha irmã é advogada, ela sempre esta com a mesa cheia de papéis, mas quando ela tem uma folha em branco ela sempre começa a rabiscar. É tão bom pegar uma folha e fazer algo nela, pintar, riscar e fazer uns rabiscos.
Tocou no fundo da alma.
- Sabe, eu também acho. Uma folha em branco é um convite.
Sabe aquela sequência de dias em que uma coisa desanima a outra e assim vai se formando um acumulo de desanimo e incertezas? O menino Daniel em seu momento de devaneios e ansiedade, desabafou seu sentir e tocou esta jovem professora no fundo da alma. Lá onde estão os sentimentos nobres.
Acho que os seres diferentes/estranhos se entendem.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
O que é Monotipia
- Professora, não entendo por que você pediu bandeja de isopor.
- É que na aula que vem vamos trabalhar com monotipia.
- O que é isso? Uma mini pia?
- Hahaha... Monotipia é um técnica de impressão.
- Nossa, só você mesmo para dar estes nomes diferentes para as coisas.
(5º ano)
- É que na aula que vem vamos trabalhar com monotipia.
- O que é isso? Uma mini pia?
- Hahaha... Monotipia é um técnica de impressão.
- Nossa, só você mesmo para dar estes nomes diferentes para as coisas.
(5º ano)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
3 minutos de compreensão
- Pessoal, hoje a professora esta doente, não pode falar muito. Então queria contar com a compreensão de vocês.
- Ow gente, vamos ajudar a professora.
- Tadinha.
3 minutos depois.
- Blá blá blá...
- Daqui esse lápis Arthur...
- Minha mãe disse que...
- Se eu te der essa figurinha...
...
Quando a professora esta doente eles entendem... por 3 minutos, depois nada aconteceu.
- Ow gente, vamos ajudar a professora.
- Tadinha.
3 minutos depois.
- Blá blá blá...
- Daqui esse lápis Arthur...
- Minha mãe disse que...
- Se eu te der essa figurinha...
...
Quando a professora esta doente eles entendem... por 3 minutos, depois nada aconteceu.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
O que é ser underground?
Hoje uma amiga, aluna do ensino médio foi até minha sala fazer uma visita. Entre uma conversa e outra a garota lembrou de um comentário feito na sala pelo professor de história quando falava de tatuagens, piercing, alargadores e afins.
- A escola tem começado a aceitar essa geração underground, temos até uma professora com cabelo rosa.
Então é isso? Virei assunto de aula de história.
Que fique claro, não sou underground. Sou de outra dimensão!
Marido 3D
Sempre que chego na escola encontro alguns de meus alunos. Alguns cumprimentam e outros acompanham até as salas. Em uma dessas caminhadas acompanhada os alunos conversavam sobre filmes em 3D. Como curiosidade, contei aos alunos que meu noivo não consegue enxergar em 3D. Os meninos não acreditaram que isso era "possível"´. Nós também não sabíamos até irmos ao cinema e depois ao médico.
Fato é que em um outro dia encontrei os mesmo alunos pelo caminho, e para minha surpresa e diversão um deles soltou o seguinte comentário:
- Ow professora hein!? Tais mal de marido, foi arrumar um que não enxerga 3D!
(4º ano)
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Amanhã é dia do...
Sempre gosto de lançar perguntas e ontem não poderia ser diferente.
(3º ano)
Sabe quando todos estão tentando adivinhar a resposta da pergunta e um esta viajando? Foi mais ou menos assim.
- Pessoal, vocês sabem que dia é amanhã?
- Teu aniversário!?
- Nãããão...
- Dia do Tiradentes!
- É dia do Tiradentes!
- Tiradentes, Tiradentes.
- Não.
- É, amanhã é dia do Tiroteio.
- Dia do que?
- hahahahahaha...
Se pensar sério, dá medo, mas foi apenas um deslize. Rendeu boas risadas.
(3º ano)
Obs.: Era dia do índio.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Dança da limpeza
As vezes preciso ficar depois do horário das aulas para fazer organizações. Neste dia coloquei um CD do Teatro Mágico para animar o ambiente. Fui até o corredor fixar alguns trabalhos e deixei a porta da sala aberta, o pessoal da limpeza entrou na sala como de costume. Fiquei no corredor para não atrapalhar enquanto variam. Quando terminaram a senhora da vassoura saiu da sala cantarolando "laiá, laiá, laiá, ..."
Acho que a mágica contagiou o pessoal da limpeza e a vassouras tornaram-se corpos junto aos movimentos que pareciam uma dança.
Basta um olhar e um coração aberto.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A menina do terminal
Terminal de ônibus é um lugar de encontros. Normalmente pego o ônibus das 16h10, hoje fui surpreendida. Sim, vivo tendo surpresas. Suja e cansada sentei no banco e fiquei esperando. Quando o ônibus chegou a menina que estava sentada do meu lado deu um pulo "Nosso ônibus chegou". Me perguntei "Será que foi comigo?". Sim, era. A menina me olhou e perguntou:
- Você estuda na ****?
- Na verdade sou professora lá. - respondi.
A garota me olhou com cara de espanto e disse:
- É sério?
- Sim.
- Não acredito, sempre achei que tu fosse universitária. Mas um dia passou uma pessoa e disse "oi pro" e pensei "não pode ser para ela".
- Sim, sou professora de artes.
- Nooossa, de artes! Seja minha professora por favor!
- Olha, quem sabe um dia eu dê aula no Cedup.
A menina com os olhos brilhando sem acreditar e eu sem entender muito.
- Eu sempre te vejo aqui e fico te olhando, eu gosto tanto do teu jeito.
- Nossa, obrigada. Gosto de trabalhar com o que me deixa confortável.
Ela me olhou da cabeça aos pés.
- Essa sua camisa é um coelho? Achei muito bonita.
- Sim. - estiquei a camisa para ela ver.
...
Durante os minutos que fiquei no ônibus fui conversando com a menina sobre seus gostos, design gráfico, artes, ilustração e programas. A menina disse que aparento ter 19/20 anos, eu acredito que ela tenha 15 anos. Quando desci do ônibus não resisti e olhei para a janela da menina, ela me olhava com um lindo sorriso e as mãos ao vento.
Fiquei me questionando o que pensar disso tudo e sabe o que lembrei "só tenho tempo para ser feliz".
Achei lindo!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Páscoa é tempo...
Fiquei sem ação duas vezes esta tarde. Os meninos chegaram na sala me mostrando presentes de páscoa e cai no conto as duas vezes. Disse que achei lindo e quando fui devolver eles responderam: "É pra você". Quando você não faz parte de uma família e mesmo assim é lembrado, é por que algo de bom você tem feito por lá. Me senti querida e só consegui dizer "muito obrigada!" com o coração sorrindo.
Feliz páscoa!
quarta-feira, 28 de março de 2012
O quadro
Todos sabem que o quadro é o lugar sagrado do professor e que nenhum aluno deve escrever no quadro sem a permissão do professor. Pelo menos é esse o costume passado por gerações. Hoje quando fui abordar as meninas fui logo dizendo "o que vocês estão..." mas quando comecei a ler não tive mais coragem de continuar a bronca. Carinho não tem preço, nem espaço.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Círculo
Levamos o 1º ano para o patio ao lado das árvores da escola. Neste encontro usaríamos nosso corpo como suporte para estudar os círculos e os pontos. Fizemos vários experimentos, primeiro estudamos possibilidades de círculos em grupo, depois os desafiei a fazer um círculo individualmente. Enquanto registrava um e outro a assistente chamou: Professora, olha o círculo da Ana Laura.
Voltei meus olhos para este círculo inusitado e precisei registrar esta cena que me faz rir cada vez que recordo.
Chamaria isso de liberdade de expressão.
Nosso corpo é o principal suporte para a arte.
A uma poética dentro de cada criança que nós faz ser e ver um pequeno ponto do tamanho do universo.
Permitam-se!
Voltei meus olhos para este círculo inusitado e precisei registrar esta cena que me faz rir cada vez que recordo.
Chamaria isso de liberdade de expressão.
Nosso corpo é o principal suporte para a arte.
A uma poética dentro de cada criança que nós faz ser e ver um pequeno ponto do tamanho do universo.
Permitam-se!
segunda-feira, 19 de março de 2012
Presente de aniversário
Era hora atividade e também era meu aniversário. Enquanto organizava a sala encapando uma caixa com papel estampado uma aluna entrou pela porta e:
- Oiii professora, para quem é essa caixa de presente, é pra mim? Meu aniversário esta chegando.
- Ah... esta caixa é apenas para guardar as tintas. Mas você nem lembra quem esta de aniversário hoje?
- É tu prô, ai deixa eu te abraçar. Huumm... aaaa... como eu te amo professora.
Sabe aquelas dias que você acorda reflexivo e sensível e qualquer coisa mexe lá dentro. Pois bem, segurei as lágrimas para não assustar a menina.
- Poxa, obrigada Emily.
- Agora vou voltar para a sala, pois eu só ia pegar uma bolachinha mas passei aqui para te ver. Como é teu aniversário depois eu volto aqui para ficar o recreio todinho contigo.
Fiquei pensando na menina e esperando sua volta.
Quando o sinal bateu, comecei a ficar feliz e esperando ansiosamente. Assim como diz a amiga do pequeno sábio:
"Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz."
Antoine de Saint-Exupèry
A menina voltou correndo, abriu a porta e ficou segurando por dentro.
- O que foi?
- Professora eu vim correndo.
- Mas por que?
- É que eu convidei toda a turma para vir aqui na sala te dar parabéns, e agora eles vieram e estão fazendo uma fila aqui na porta.
- Então deixa eles entrarem.
Gostosura não tem preço. Criança também não. A sala de arte pulsa. E eu, sou uma professora feliz aos 23!
- Oiii professora, para quem é essa caixa de presente, é pra mim? Meu aniversário esta chegando.
- Ah... esta caixa é apenas para guardar as tintas. Mas você nem lembra quem esta de aniversário hoje?
- É tu prô, ai deixa eu te abraçar. Huumm... aaaa... como eu te amo professora.
Sabe aquelas dias que você acorda reflexivo e sensível e qualquer coisa mexe lá dentro. Pois bem, segurei as lágrimas para não assustar a menina.
- Poxa, obrigada Emily.
- Agora vou voltar para a sala, pois eu só ia pegar uma bolachinha mas passei aqui para te ver. Como é teu aniversário depois eu volto aqui para ficar o recreio todinho contigo.
Fiquei pensando na menina e esperando sua volta.
Quando o sinal bateu, comecei a ficar feliz e esperando ansiosamente. Assim como diz a amiga do pequeno sábio:
"Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz."
Antoine de Saint-Exupèry
A menina voltou correndo, abriu a porta e ficou segurando por dentro.
- O que foi?
- Professora eu vim correndo.
- Mas por que?
- É que eu convidei toda a turma para vir aqui na sala te dar parabéns, e agora eles vieram e estão fazendo uma fila aqui na porta.
- Então deixa eles entrarem.
Gostosura não tem preço. Criança também não. A sala de arte pulsa. E eu, sou uma professora feliz aos 23!
sexta-feira, 16 de março de 2012
E o Vasco?
As vezes quando os alunos terminam as atividades e temos tempo, faço pintura facial no rosto deles para que fiquem brincando.
- O que você vai querer?
- Um coelhinho.
...
- E você?
- Uma gatinha.
...
- Quero um coração.
...
- E você o que vai querer?
- Quero uma caveira aqui, outra aqui e escreve aqui no pescoço: Vasco é um fiasco!
(2º ano)
Gosto é gosto, não é mesmo?
- O que você vai querer?
- Um coelhinho.
...
- E você?
- Uma gatinha.
...
- Quero um coração.
...
- E você o que vai querer?
- Quero uma caveira aqui, outra aqui e escreve aqui no pescoço: Vasco é um fiasco!
(2º ano)
Gosto é gosto, não é mesmo?
quinta-feira, 15 de março de 2012
O cabelo como suporte de pintura.
- Profeeeeeeeeeeessoraaa... - Ela vem correndo pelos corredores.
- Oii...
- Olha fiz uma mexa rosa também. Mas fiz com spray.
- Ai, ai, ai... quero só ver quando tua mãe ver.
- Ela deixou.
- Aaaa... bom!
- Eu pintei com spray, mas na sala eu retoquei com canetinha.
Que tal inovar seus cabelos usando canetinha?
- Oii...
- Olha fiz uma mexa rosa também. Mas fiz com spray.
- Ai, ai, ai... quero só ver quando tua mãe ver.
- Ela deixou.
- Aaaa... bom!
- Eu pintei com spray, mas na sala eu retoquei com canetinha.
Que tal inovar seus cabelos usando canetinha?
Planeta ponto
- O que é o ponto?
- Uma bolinha.
- Muito bem.
- É o que termina a história.
- Muito bem.
- É o sol.
- Muito bem, o sol é um ponto gigaaaaantesco.
- Professora tu já foi em outro planeta?
1º ano
- Uma bolinha.
- Muito bem.
- É o que termina a história.
- Muito bem.
- É o sol.
- Muito bem, o sol é um ponto gigaaaaantesco.
- Professora tu já foi em outro planeta?
1º ano
quinta-feira, 1 de março de 2012
O mundo
- "Eu estou craque nos pontos, posso desenhar todo o mundo com pontinhos."
Igor, 1º ano.
Ínfimo e grandeza. Poesia de criança é livre!
Igor, 1º ano.
Ínfimo e grandeza. Poesia de criança é livre!
O gato
A aula era sobre pontilhismo. Ele veio entregar sua produção e começou a contar a história, peguei o lápis correndo e anotei no verso da folha. Gosto de anotar estas estórias.
- "Era um gato apaixonado pelo pé dele, na verdade pela pata dele. Dai ele tava sorrindo, era no natal e acendeu um monte de luzes e deu... Ai esse tênis ta me matando."
João Venâncio, 1º ano.
Aqueles momentos em que você se segura para não rir mas não consegue. Imaginação e tênis novo é tudo!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Elogio de saída
O sinal bateu.
- Tchau pessoal, até a próxima aula.
- Espera, espera...
- Pode falar.
- Professora, abaixa aqui.
Baixei, ele colocou as mãos nos meus ombros e disse:
- Professora, esperei até o final da aula só para dizer que hoje tais muito bonita.
Sem ação, o abracei e disse:
- Muito obrigada, você também é muito bonito.
Achei fofo!
Ou como dizem meus amigos: Esse vai ser bom quando crescer.
- Tchau pessoal, até a próxima aula.
- Espera, espera...
- Pode falar.
- Professora, abaixa aqui.
Baixei, ele colocou as mãos nos meus ombros e disse:
- Professora, esperei até o final da aula só para dizer que hoje tais muito bonita.
Sem ação, o abracei e disse:
- Muito obrigada, você também é muito bonito.
Achei fofo!
Ou como dizem meus amigos: Esse vai ser bom quando crescer.
História de ultima hora
A aula era de desenho, eis que o sinal bate e vem a despedida. Uma mãozinha levanta.
- Pode falar, rapidinho.
- Professora, sabia que depois que eu tomo banho a minha cachorra me suja todo.
- Ai ai ai... tem que prender a cachorrinha quando vai tomar banho, né.
- (risos)
Outra mão levanta rapidamente.
- Pode falar, rapidinho que a Pro tem que ir para outra sala.
- Professora, eu tenho dois cachorros...
Não tem hora e nem lugar, eles querem mesmo é contar histórias.
E se deixar uma história lembra outra história, que lembra outra história, que lembra outra...
A fruta
No último horário, um aluno me deu uma bala. Minutos depois ele apareceu sorrindo com as mãos fechadas e disse: "Abre a mão Pro". Abri as mãos e:
- Olha, que fruta é essa?
- Eu não sei, é pra você.
- Ué, você não sabe?
- É que ela ta verde, peguei lá em casa.
- Bom, eu vou guardar e ver se descubro que fruta é.
- Faz assim, leva pra casa e espera ela amadurecer. Se ela não amadurecer até semana que vem, dai tu me fala.
- Ta bom, combinado.
(Gabriel, 7 anos)
A fruta é esta da foto. Guardei na bolsa e trouxe para casa, com certeza renderia boas risadas. Meu pai disse que é uma goiaba, mas eu vou fazer o que o menino disse.
Abraço sem fim
Hoje fui surpreendida pelos alunos do 2º ano com um abraço coletivo que não tinha fim. Durou tanto tempo que fiquei sem ação. Ora, eles estavam me abraçando tão forte e era tão gostoso que não tinha coragem de pedir que todos sentassem. E eles riam, balançavam, giravam, foi lindo!
Cada vez que lembro deste abraço, consigo escutar os sons e ruídos que faziam enquanto abraçavam.
Ser professora tem destas coisas.
Oi Pro
Hoje quando retornava para casa, fiquei pensando nas histórias que me ocorrem na escola. Então resolvi fazer este blog para registrar e compartilhar estes mimos que causam risos bobos quando relembrados.
Escolhi o nome Oi Pro por ser a frase que nós professores mais ouvimos, ao chegar, pelos corredores, na saída, pelas ruas, e em qualquer lugar que encontraramos um aluno.
Quem sou? A Pro de Artes.
Com carinho para todos os professores e alunos.
Assinar:
Postagens (Atom)







