Na escola que trabalho as turmas estão ensaiando danças para a apresentação de natal. Hoje fiquei com 7 alunos que não iriam participar para uma atividade extra. Fui surpreendida, descobri isso no inicio da aula. Então pensei o que faria com eles. Pensei "hoje vou fazer a boa ação, vou dar tinta para a alegria da turminha". Dito e feito. Papéis, pinceis e tintas para a moçada.
Deixei ouvir música no celular, baixinho, claro. Sou uma professora boazinha. Ouvimos de tudo, conversamos com calma, foi um momento gostoso. Até ouvi dos serelepes que iriam sentir minha falta (já em clima de final de ano).
O sinal bateu e fiquei mais uma aula com eles, era minha hora atividade, mas resolvi inventar algo com eles uma arvore de natal em tecido. Estendi um pano branco, soltei as tinta e deixem que criassem a arvore dos sete. Os sete ficaram que eram os sete anões decidindo quem faria o que.
Dos pincéis foram para as mãos, eu ouvia batuques e risos. Eles estavam brincando de batucar uma arvore, de fazer arte com suas mãos verdes de monstros.
- Ow, essa arvores ta ficando torta.
- Ah, deixa. A arte não precisa ser perfeita.
- Mas...
- Ow professora, não é verdade que a arte não precisa ser perfeita?
- É sim.
Oswaldo Montenegro estava certo "...é preciso simplicidade para faze-la florescer."
Quando os liberei para o recreio a menina saiu da sala correndo dizendo: "Nunca mais serei a mesma Rafaela depois dessa aaaaaaaula deeeee arrrrrtes".
Preciso falar o que senti?
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